domingo, 14 de fevereiro de 2010

Por favor?

Abstrai-te da má qualidade do Jornal de 6ª, da MMG - não era ele um líder de audiências no momento em que foi fechado?
Abstrai-te da qualidade dos textos do Mário Crespo - não tinha ele um vínculo ao JN como colunista?

Não é diferente, textualmente, o chairman da PT (deduzo que te estivesses a referir ao Henrique Granadeiro) dizer que não recebeu pressões do governo, do facto de alguns administradores poderem ter sido alvo de pressões ou sugestões?

Não é verdade que José Sócrates teve a sua credibilidade diminuída quase desde o momento em que foi empossado PM?
Não é este apenas mais um caso nunca desmentido - como os outros aliás?

E nada disto são motivos para levares as coisas a sério?

Por favor...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Por favor

Se o jornal de sexta da tvi nao fosse tao mediocre, se os dois artigos do Mario Crespo nao fossem tao maus;

Se o Nuno Santos nao tivesse dito que a historia nao se passou como Mario Crespo a conta;

Se o presidente da PT nao tivesse dito que nao recebeu pressoes para comprar uma empresa;

Se em Portugal elementos secretos de uma investigacao nao acabassem divulgados no youtube;

eu ate levava a serio tudo de que se tem falado.

Esperava mais de Paulo Rangel. Inicio conservador sem qualquer originalidade. Em nome da credibilidade, arrasta Portugal na lama durante 5 pesarosos minutos: situacao economica deploravel, perda de credibilidade do governo que chegou mesmo aos orgaos de justica. A situacao e tao grave que necessita de uma ruptura equiparavel as que so o PSD soube conduzir na historia recente do pais. Pequeno resumo romanceado da historia dos governos do PSD.

Conclusao: e preciso o PSD no governo para dar esperanca ao pais e dentro do PSD so Paulo Rangel o podera fazer. Ele que nem se queria candidatar. Ele que sente o dever moral de o fazer porque o pais precisa dele...

Faca-nos entao esse favor Sr. Dr.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A nossa face

Do que li, vi e ouvi esta semana sobre os vários furos jornalísticos que apareceram comento o seguinte:
  • Não houve nenhum desmentido à notícia do caso TVI;
  • Não houve nenhum comentário útil, por parte do governo, sobre o caso TVI;
  • Não houve nenhum desmentido ao artigo de opinião/notícia do caso Mário Crespo;
  • Não houve nenhum comentário útil, por parte do governo, sobre o caso Mário Crespo.
No fundo, é apenas mais do mesmo. E continua a manter-se o que o nosso primeiro-ministro nos habituou - não dar respostas. Aliás, este hábito é tão grande que a única vez que José Sócrates se enganou e respondeu a uma pergunta, baralhou-se todo e admitiu que ele José Sócrates tinha conhecimento, se bem que ele PM não sabia de nada.

A credibilidade, pouca, que ainda tinha foi-se como que levada por uma enxurrada. É preciso que a indignação que este(s) caso criou se mostre e se propague. Já nos basta o mau estado económico do país. O que não precisamos é que o mau estar político continue.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O que vai acontecendo - Mais uma do Mário Crespo

Por costume, evito falar a quente sobre as notícias que vão aparecendo. No entanto desta vez não vou deixar passar ao lado as notícias que vi ao chegar do almoço. Não as vou comentar pois quem for brincando e passando entre os links terá a oportunidade de, a cada um, ir conhecendo um pouco mais da nossa realidade.

Comecem aqui, depois podem ir vendo isto. Em vinte minutos de saltos entre vários links, temos uma óptima história.

Edit: Curioso reparar que nem o DN nem, obviamente, o JN têm qualquer referência a esta notícia...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ainda a educação

A educação é um tema que, pela sua importância, será transversal neste blog (pelo menos, no meu ponto de vista). Noto, com especial interesse, o olhar que o João nos deu com o seu artigo. Chama-nos a atenção para o ligeiro! (SIC) atraso que temos em relação quer aos Estados Unidos, quer ao seu conhecimento real do que acontece na França.

Por estes dias, a massificação do ensino, nomeadamente do ensino superior, voltou a ser um assunto a comentar, não necessariamente com o objectivo de o alterar, mas comentar... Hoje, Miguel Gaspar fala sobre isso no seu artigo de opinião semanal e, no passado sábado foi entrevistado Alberto Amaral, presidente do A3ES - organismo responsável pela avaliação dos cursos. Em ambos se comenta o, eventual, excesso de entidades e de cursos de ensino superior. No entanto, a visão de cada um é substancialmente diferente, salientando a diminuição do nível de exigência mostrada por Alberto Amaral.

E a exigência no ensino é provavelmente um factor que será determinante para conseguir recuperar o lag que temos para países como os EUA ou França. Reparem que apesar da evolução que tivemos desde o 25 de Abril, continuamos com um atraso considerável (como disse o João, ou como disse Villaverde Cabral ao I: "Nos Estados Unidos, a taxa de escolaridade até ao 12º ano era de 100% ainda antes da Segunda Guerra Mundial; em Portugal o ensino obrigatório até aos 18 anos só acontecerá a partir de 2013").

Assim, precisamos de, não só evoluir estatisticamente no acesso à educação - e aqui a sua massificação é importante - mas temos que criar factores que nos permitam crescer a um ritmo superior e evoluir qualitativamente.

Não sei se esta problemática se resolve com nova injecção de dinheiro público. Teremos, no entanto que ver mais além, que criar novas abordagens, novas soluções e ser mais desafiantes connosco próprios.