Miguel Veiga diz hoje ao Jornal de Negócios que "Nem Sócrates nem Passos Coelho são grandes estadististas".
Se no primeiro caso nem contesto, quanto ao segundo, e pelo que até agora tem mostrado, parece que tem razão. Mas a verdade, é que estadistas, nessa verdadeira acepção, não temos tido nos últimos anos.
Pior, a falta de estadistas não se fica apenas por Portugal, mas sim por toda a Europa. Nem Sarkozy, Berlusconi ou mesmo Merkel o são, e muito menos mostram uma visão de integração europeia cada vez mais premente para o crescimento da economia europeia como um todo.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
De volta de férias
Depois de um longo interregno (Brasil e USA), eis-me de volta a Portugal...
Passar temporadas fora deste nosso cantinho é realmente muito importante para abrir os olhos, e para conhecer novas realidades. No Brasil, é a dicotomia rico-pobre que se evidencia, enquanto que nos Estados Unidos a inter-culturalidade é um, dos muitos, factores que se notam.
Para ajudar este sentimento de estrangeirado, as notícias em Portugal continuam a manter o nível a que já nos habituámos: Desgraças (seja por questões naturais, seja devido a incêndios ou acidentes na estrada), Futebol (que o campeonato já começou - com um Benfica muito pouco Glorioso, mas pronto) e Politiquices curriqueiras.
Diz-se que as notícias são niveladas para captar a audiência... mas, pelo menos de vez em quando, um pouco de exigência seria muito interessante.
Passar temporadas fora deste nosso cantinho é realmente muito importante para abrir os olhos, e para conhecer novas realidades. No Brasil, é a dicotomia rico-pobre que se evidencia, enquanto que nos Estados Unidos a inter-culturalidade é um, dos muitos, factores que se notam.
Para ajudar este sentimento de estrangeirado, as notícias em Portugal continuam a manter o nível a que já nos habituámos: Desgraças (seja por questões naturais, seja devido a incêndios ou acidentes na estrada), Futebol (que o campeonato já começou - com um Benfica muito pouco Glorioso, mas pronto) e Politiquices curriqueiras.
Diz-se que as notícias são niveladas para captar a audiência... mas, pelo menos de vez em quando, um pouco de exigência seria muito interessante.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Você, ai, saia!
Havia um professor de fisica no técnico que falava assim aos alunos quando via ou pensava que via alguém a conversar entre as dezenas que estavam a conversar no anfiteatro.
O recurso a esta astucia era de tal forma recorrente, arbitrario, num estilo autoritario, fora do contexto e sobretudo sem qualquer consequência que se tornava simplesmente comico.
No parlamento português ha um deputado que fala assim. Ja o fez a Guterres, entretanto foi ministro de estado, da defesa e dos mares, foi demitido do governo, perdeu umas legislativas, demitiu-se do partido, voltou ao partido como messias e agora volta a mandar toda a gente para a rua e a autoproclamar-se parte da salvação da nação.
=)
O recurso a esta astucia era de tal forma recorrente, arbitrario, num estilo autoritario, fora do contexto e sobretudo sem qualquer consequência que se tornava simplesmente comico.
No parlamento português ha um deputado que fala assim. Ja o fez a Guterres, entretanto foi ministro de estado, da defesa e dos mares, foi demitido do governo, perdeu umas legislativas, demitiu-se do partido, voltou ao partido como messias e agora volta a mandar toda a gente para a rua e a autoproclamar-se parte da salvação da nação.
=)
sexta-feira, 25 de junho de 2010
No pelotão da frente
... da desigualdade na distribuição da riqueza.
razão entre os rendimento dos 20% mais ricos e os 20% mais pobres. fonte: Eurostat
do Fundão para o Mundo
Ha um pequeno destaque sobre Portugal na secção "O pequenno Jornal da Crise" do Courrier International desta semana. Trata-se de um artigo do economista Eugénio Rosa publicado no Jornal do Fundão.
O artigo da conta dos dados do Instituto Português de Estatistica segundo os quais 81% dos patrões portugueses não acabaram o ensino secundario (contra 79,8% em 2003) e 91% não fez estudos superiores. Por outro lado 65% dos empregados não acabaram o ensino secundario contra 71% em 2003.
Um problema estrutural que deve ser resolvido para melhorar a gestão, a inovação, a produtividade e a competitividade, denuncia o autor.
Eugénio Rosa considera ainda que baixar os salarios teria um efeito contra-producente na economia portuguesa, visto que ja são demasiado baixos: 1150€ em média quando a média europeia é de 2558€.
A massa salarial constitui 15% das despesas das empresas portuguesas e a sua redução teria pouco efeito sobre a competitividade e provocaria um contracção da economia devida à redução do consumo que levaria a mais falências e desemprego.
O artigo da conta dos dados do Instituto Português de Estatistica segundo os quais 81% dos patrões portugueses não acabaram o ensino secundario (contra 79,8% em 2003) e 91% não fez estudos superiores. Por outro lado 65% dos empregados não acabaram o ensino secundario contra 71% em 2003.
Um problema estrutural que deve ser resolvido para melhorar a gestão, a inovação, a produtividade e a competitividade, denuncia o autor.
Eugénio Rosa considera ainda que baixar os salarios teria um efeito contra-producente na economia portuguesa, visto que ja são demasiado baixos: 1150€ em média quando a média europeia é de 2558€.
A massa salarial constitui 15% das despesas das empresas portuguesas e a sua redução teria pouco efeito sobre a competitividade e provocaria um contracção da economia devida à redução do consumo que levaria a mais falências e desemprego.
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